Airport National Meeting 2025 projeta novos rumos para o setor aeroportuário brasileiro

Autoridades, especialistas e representantes de empresas e do governo discutiram os desafios para o crescimento da aviação e novas iniciativas que preparam o setor para o futuro

Brasília, 27 de novembro de 2025 –  A ABR Aeroportos do Brasil realizou, na última terça-feira (25), no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), em Brasília, a 5ª edição do Airport National Meeting (ANM) 2025, consolidado como o principal evento do setor aeroportuário brasileiro. Com o tema “Aviação Brasileira: Os Desafios para o Crescimento”, a cerimônia reuniu autoridades, especialistas, empresas aéreas e representantes de toda a cadeia aeroportuária, promovendo um ambiente de diálogo, troca de conhecimento, lançamentos e construção conjunta de soluções para o futuro da aviação civil no país. 



A solenidade de abertura reuniu algumas das principais lideranças do setor e marcou o início oficial desta edição do ANM. Estiveram presentes o CEO da ABR Aeroportos do Brasil, Fábio Rogério Carvalho; o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho; o secretário executivo de Portos e Aeroportos, Tomé Franca; o diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Tiago Faierstein; e o CEO da Azul Linhas Aéreas, John Rodgerson. Em suas participações, as autoridades ressaltaram a importância do diálogo entre governo, aeroportos e instituições do setor como base para impulsionar o desenvolvimento da aviação no Brasil. Destacaram ainda o papel estratégico dos aeroportos como motores de crescimento econômico e social, os avanços recentes da infraestrutura aeroportuária e as prioridades que devem orientar os próximos passos do setor. A abertura também foi marcada pela assinatura de uma Portaria do Ministério de Portos e Aeroportos, que visa o fortalecimento da segurança jurídica e a estabilidade regulatória para as operações aeroportuárias no país. A norma, define procedimentos para avaliar a adequação de obrigações extracontratuais, impostas às concessionárias de aeroportos, à política pública setorial e às diretrizes do Fundo Nacional de Aviação Civil.

Ao longo do evento, a programação contemplou painéis temáticos, sessões especiais e apresentações institucionais. O primeiro painel discutiu o futuro da formação profissional na aviação civil, destacando a necessidade de modernização das competências profissionais, atração de novos talentos e políticas de qualificação alinhadas às transformações tecnológicas globais. Sob mediação da gerente jurídico-regulatória da ABR, Mariana Menezes, o painel teve participação do técnico e inspetor de formação profissional em mecânico de manutenção aeronáutica pelo SEST SENAT, André Luiz Lima de Oliveira; a chefe da Engenharia Civil do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Giovanna Ronzani; a coordenadora de qualidade do Processo de Certificação de Pessoal na Anac, Maria Thereza Fadel Gracioso; e o sócio do escritório Galdino, Pimenta, Takemi, Ayoub, Salgueiro, Rezende de Almeida, Guilherme Vila Lima, que compartilharam visões sobre formação, capacitação e os desafios para preparar os profissionais que irão conduzir o futuro da aviação civil brasileira. Juntos, eles analisaram a importância de investir em educação especializada para sustentar a próxima geração de profissionais da aviação brasileira.

O segundo painel aprofundou os desafios estruturais da aviação, abordando custos operacionais, previsibilidade regulatória, ambiente concorrencial e atração de investimentos. Liderado pelo presidente do Conselho de Administração da ABR e CEO da Aena Brasil, Santiago Yus,  reuniu como debatedores o diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Pietro Mendes; a sócia da Dutra e Associados Advocacia, Roberta Negrão; o subsecretário de Acompanhamento Econômico e Regulação da Secretaria de Reformas Econômicas do Ministério da Fazenda, Gustavo Henrique Ferreira; e a advogada da União e consultora jurídica do Ministério de Portos e Aeroportos, Camilla Soares, que discutiram custos, regulação, concorrência e os caminhos para um mercado aéreo mais eficiente e competitivo.

O Painel 3 apresentou uma análise estratégica do mercado brasileiro sob a perspectiva das companhias aéreas estrangeiras, destacando tanto os desafios enfrentados por operadores internacionais quanto as oportunidades de expansão no país. Com participação da diretora de Planejamento e Fomento da Secretaria Nacional de Aviação Civil, do Ministério de Portos e Aeroportos, Júlia Lopes, e do cofundador da VivaColombia, Gabriel Migowski, o debate abordou os fatores que tornam o Brasil atrativo para novas rotas, as expectativas das empresas diante do ambiente regulatório brasileiro, as barreiras operacionais relacionadas a custos e infraestrutura e o papel essencial de aeroportos e autoridades na facilitação de novas conexões globais. Os participantes também discutiram tendências de crescimento e possibilidades de integração entre diferentes mercados, reforçando o potencial do país para ampliar sua presença nas operações internacionais.

Encerrando a programação de painéis e debates, o painel 4 discutiu inovação, modernização de frota, tecnologia e o futuro da mobilidade aérea no país. Especialistas da indústria, do governo e de empresas tecnológicas apresentaram soluções relacionadas a mobilidade aérea urbana, integração digital, eficiência energética e experiências aprimoradas para passageiros. Participaram do Painel o secretário nacional de Aviação Civil do Ministério de Portos e Aeroportos, Daniel Ramos Longo; o diretor de vendas da Collins Aerospace para a América Latina e Caribe, Elbson Quadros; o diretor de Inteligência Setorial da UNICA, Luciano Rodrigues; o vice-presidente de Serviços ao Cliente da Eve Air Mobility, Luiz Renato Mauad; e o vice-presidente de Vendas para Soluções de Identidade e Biometria da Thales na América Latina, Wellington Rodrigues, sob moderação do diretor executivo da ABR, Tiago Raposeiras Bonvini. 

Lançamentos inéditos: estudos revelam o impacto transformador da aviação no desenvolvimento do Brasil

O evento marcou o lançamento de dois estudos inéditos que reforçam a relevância estratégica da aviação para o desenvolvimento do país. O primeiro foi o estudo intitulado “Brazil Air Transport Market Opportunities and Bottlenecks”, conduzido pela ALG (Transport and Infrastructure Consulting Firm) para a ABR, em parceria com a ACI-LAC (Airports Council International – Latin America and Caribbean), e que mapeia oportunidades e entraves ao crescimento do setor, destacando como as concessões aceleraram a modernização da infraestrutura, ao mesmo tempo em que desafios como altos custos operacionais, insegurança jurídica e barreiras regulatórias ainda limitam o pleno potencial do mercado brasileiro. 



O segundo estudo “Aeroportos como Impulsionadores do Desenvolvimento Regional” foi elaborado pela Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge), em conjunto com a ABR, e apresentou o impacto direto dos aeroportos na geração de empregos, na expansão da economia local e no avanço socioeconômico, um ciclo de desenvolvimento que, segundo o levantamento, foi antecipado em quase duas décadas pelo modelo de concessões aeroportuárias no país.

O Futuro da Aviação

O encerramento oficial do evento aconteceu com a exibição de um vídeo produzido em parceria com alunos do Centro de Ensino Fundamental 28 de Ceilândia (DF), destacando o trabalho para inclusão e oportunidades para as novas gerações ingressarem nas carreiras da aviação. Em sua fala final, o CEO da ABR ressaltou a importância de as crianças e jovens crescerem sabendo que há espaço para elas no setor, reforçando que a aviação precisa ser um sonho possível, e acessível, para todos.

Com os lançamentos, debates e estudos inéditos apresentados, o ANM 2025 reforça seu papel como o maior espaço de discussão estratégica da aviação civil no Brasil, apontando propostas para o crescimento, ampliação da conectividade, fortalecimento do desenvolvimento regional e modernização contínua do setor. O evento contou ainda com o apoio e patrocínio de diversas empresas e organizações, reforçando a importância da cooperação público-privada para o avanço da aviação brasileira.

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